Crítica a 'Dona de Mim': Novela de Rosane Svartman Peca Pelo Excesso de Drama Social

De acordo com o colunista Daniel Farad, do Notícias da TV, a trama tem se transformado em um drama social intenso e desequilibrado.
O Excesso de Tensão na Faixa das Sete
Conhecida por sucessos como Bom Sucesso (2019), onde abordou racismo, luto e drogas com sensibilidade e charme, Rosane Svartman, em Dona de Mim, tem promovido uma sequência de acontecimentos sombrios. A novela, que começou promissora, agora transmite a sensação de um "programa policial", com cenas pesadas e uma sucessão de tragédias.
"Assistir a Dona de Mim atualmente é como emendar o noticiário policial com uma novela de guerra," critica o colunista.
A Sobrecarga de Tragédias
O enredo está repleto de conflitos profundos, que sobrecarregam a faixa horária que tradicionalmente prioriza o entretenimento e o romance. Em poucos minutos, o público acompanha:
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O abuso psicológico de Jaques (Marcello Novaes) contra Felipa (Cláudia Abreu).
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O fantasma de Abel (Tony Ramos) em busca de vingança.
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O dilema de Samuel (Juan Paiva) diante do trabalho escravo na fábrica.
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A disputa pela guarda de Sofia (Elis Cabral).
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O sacrifício de Leo (Clara Moneke) por consciência social.
A crítica aponta que o problema central da novela reside justamente nesse excesso de drama, que, em vez de envolver, tem afastado o telespectador. Em Bom Sucesso, a emoção vinha atrelada ao sorriso, algo que Dona de Mim não tem conseguido replicar.
Ainda Há Tempo para o Equilíbrio
Apesar da ressalva, Rosane Svartman é reconhecida como uma das autoras mais talentosas da teledramaturgia. A esperança é que ainda haja tempo para que a autora resgate o charme e a sensibilidade que sempre marcaram suas obras, reintroduzindo a leveza essencial para o horário das sete da Globo.