Dona de Mim: desfecho de Jaques é tão maravilhoso que lava a alma do público

Jaques tem final incrível em Dona de Mim que lava a alma do público da novela das sete da Globo.

 

Em Dona de Mim, a novela das sete da TV Globo, o público está prestes a presenciar um dos finais mais simbólicos e impactantes. O desfecho do vilão Jaques (Marcello Novaes), responsável pela trágica morte de seu próprio irmão, Abel (Tony Ramos), será uma condenação que não virá da prisão, mas da destruição de sua própria mente, entregando uma forma de justiça que, para muitos, é mais cruel e merecida.

O Colapso Irreversível da Culpa

O homem que sempre manipulou e controlou sua vida e a dos outros será vítima de um colapso emocional irreversível. Dominado pela culpa e atormentado pelas lembranças do passado, Jaques começa a viver entre surtos e delírios cada vez mais perturbadores. A consciência, que ele tentou silenciar, vira seu carrasco.

A queda do personagem será marcada por cenas fortes. Jaques se vê aprisionado dentro da própria mente, sem conseguir distinguir a realidade de suas alucinações. O vilão será perseguido por visões de Abel, que parecem cobrar um preço alto por todos os seus atos cruéis. A sensação de tormento cresce exponencialmente, até atingir um ponto de não retorno em sua sanidade.

Uma Punição Mais Cruel Que a Prisão

O desfecho de Jaques, segundo André Romano do Observatório da TV, segue um caminho inesperado. Ao contrário do que a maioria dos telespectadores poderia desejar, Jaques não termina preso. A produção da novela opta por uma punição de natureza psicológica e existencial: o vilão será internado em um hospital psiquiátrico.

Totalmente isolado e incapaz de reconhecer o que é real, o homem poderoso e manipulador chega ao fim de sua trajetória sem lucidez, dominado pelo remorso. Essa conclusão, que tem paralelos com a trama turca Força de Mulher, traz um tom sombrio e, ao mesmo tempo, reflexivo: a verdadeira justiça, neste caso, não é administrada pela lei dos homens, mas pela mente devastada do próprio culpado.

Jaques encerra sua vida destruído por dentro, vencido por seus próprios pecados. A condenação a viver eternamente em um mundo de delírios, assombrado pelas vítimas que fez, é a forma mais trágica e, para o público, satisfatória de pagar por todo o mal que causou. O desfecho de Jaques é uma vitória moral que lava a alma de quem acompanhou sua trajetória de crueldade.