Ernesto descobre que Simbá é seu filho e decide assumir o menino, para o desespero de Sandra

Nos próximos capítulos de Êta Mundo Melhor, uma reviravolta daquelas que mexem com toda a estrutura da novela promete transformar o vilão Ernesto em um dos personagens mais comentados da trama. Depois de meses de frieza, manipulação e alianças com Sandra para destruir Candinho, o empresário vai se ver diante da verdade mais desconcertante de sua vida: Simbá, o menino esperto do orfanato com quem ele vinha criando um vínculo estranho, é seu filho de sangue.

A descoberta vem à tona graças a um desabafo de Zulma, que revela o passado da mãe do menino, Marta, e escancara uma história de abandono que volta como um bumerangue para atingir Ernesto em cheio. A partir daí, o que era apenas uma simpatia desconfiada vira algo muito maior: uma necessidade quase desesperada de reparar, de assumir, de ser pai

Só que essa decisão não vem sozinha. Sandra explode de ciúme, se recusa a aceitar uma criança dentro da casa, Zulma entra em pânico com medo de ver Simbá se machucar emocionalmente e o orfanato vira palco de uma das cenas mais emocionantes dessa fase da novela, quando Ernesto faz ao menino o pedido que muda tudo.

 

A seguir, entenda em detalhes como essa verdade vem à tona, como cada personagem reage e por que essa decisão de Ernesto pode virar seu destino de cabeça para baixo

Ernesto se vê em Simbá e começa a mudar sem perceber

 

Tudo começa de forma aparentemente banal: mais um dia cansativo, mais um retorno para casa, mais uma noite de tensão entre Ernesto e Sandra. No quarto, a vilã tira as luvas com impaciência, descontando o estresse do dia em tudo ao redor. É nesse clima pesado que Ernesto entra, mas, diferente do habitual, ele aparece… sorrindo.

Ele joga o paletó no sofá, solta a gravata, se joga na cadeira com um ar de satisfação que Sandra já não via faz muito tempo. Ela estranha na hora, porque Ernesto não é exatamente o tipo de homem que chega em casa sorrindo à toa.

Quando ela pergunta o motivo, ele abre o jogo: fala de Simbá. Do jeito esperto do garoto, da malandragem “boa” de quem aprendeu a se virar sozinho, da sagacidade de quem não acredita em conto de fadas. Ernesto, acostumado a ver o mundo com desconfiança, enxerga no menino um reflexo de si mesmo quando mais novo.

 

Esse é o primeiro sinal de que algo diferente está acontecendo. O vilão, que sempre se aproximou das pessoas por interesse, começa a falar de Simbá com genuína admiração. Ele não está falando de um plano, de uma vantagem, de um negócio. Está falando de identificação. E isso já mexe com o público… e com Sandra.

A vilã surta na mesma hora. Ela não quer criança perto dela, não quer rotina de família, não quer ouvir falar de “pai” e “filho”. Ela escancara: não nasceu para ser mãe. E, por trás do discurso frio, tem algo mais feio ainda — o medo de perder espaço no coração do homem com quem ela compartilha ambição, cama e crimes