Fantástico confirma mortes após tragédia em Lisboa: quem era André Marques e o que se sabe até agora

Acidente com Elevador da Glória, em Lisboa, matou 16 pessoas; guarda-freio André Marques estava entre as vítimas. Relatório preliminar aponta rompimen

O que aconteceu

No Show da Vida deste domingo, o Fantástico trouxe detalhes sobre a tragédia que deixou 16 mortos (dados preliminares) no acidente com o funicular Elevador da Glória, em Lisboa, ocorrido no dia 3 de setembro de 2025. Há 23 feridos, alguns em estado grave. 

Segundo o relatório preliminar do GPIAAF (Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários), um cabo que liga as duas cabinas do funicular se rompeu logo após a partida, fazendo com que uma das cabinas despencasse descontroladamente colina abaixo. Os freios pneumáticos e manuais foram acionados, mas não conseguiram deter o acidente.

 

Quem era André Marques

O guarda-freio André Marques foi identificado como uma das vítimas mortais do acidente. Ele era o operador da cabine no momento do descarrilamento. 

Trabalhador experiente da Carris há cerca de 15 anos, Marques era lembrado por colegas como dedicado, amável e sempre disposto no exercício de suas funções. Sua morte emocionou a população portuguesa e virou símbolo da tragédia.

Detalhes do relatório preliminar

  • O cabo que se rompeu ainda estava dentro do prazo de uso previsto.

  • Apesar disso, a zona de ruptura do cabo não era acessível à inspeção visual sem desmontagem específica, o que impediu que o defeito fosse detectado em inspeções de rotina.

  • O acidente foi rápido: menos de 50 segundos desde o início da descida até o impacto de uma das cabinas contra um prédio. A velocidade estimada na colisão foi de cerca de 60 km/h. 

  • Manutenção e inspeções regulares estavam em dia, segundo os documentos preliminares. 

Impacto e próximos passos

  • A tragédia levou o governo de Portugal a decretar luto nacional. 

  • A Carris (operadora do funicular) confirmou que o contrato de manutenção estava vigente e que os procedimentos periódicos estavam sendo realizados. 

  • As investigações continuam, com destaque para apurar falhas nos sistemas de segurança, nos procedimentos de manutenção, fixação do cabo, eficácia dos freios e responsabilidades legais. Um relatório completo deve sair em até 45 dias.