Filho de Lula é encontrado por PF durante busca na casa da ex-nora em operação

Uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), batizada de Coffee Break, investiga suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos no Ministério da Educação (MEC).

O foco das buscas era a residência de Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Surpresa da Polícia Federal

A operação tinha como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão. Contudo, os agentes da PF tiveram uma surpresa ao chegar no endereço de Carla Ariane: encontraram no local Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente e ex-marido da investigada.

Fontes próximas indicam que, embora o casal não mantivesse mais um relacionamento conjugal, Marcos Cláudio estava na residência no momento em que a ação policial foi deflagrada. A presença inesperada chamou a atenção, já que a ex-nora era o alvo das diligências.

Suspeita de Intermediação de Verbas

Carla Ariane Trindade é investigada por suspeita de intermediar a liberação de verbas e facilitar interesses privados junto ao Governo Federal e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A PF apura se ela usou sua proximidade com o poder para beneficiar o empresário André Gonçalves Mariano, dono de uma empresa de tecnologia educacional, que é o principal investigado. O empresário é suspeito de vender materiais escolares com preços superfaturados a prefeituras no interior de São Paulo.

A investigação encontrou na agenda do empresário anotações que indicariam o nome de Carla Ariane junto à palavra "café". Os investigadores suspeitam que esse termo seria um código para o pagamento de propina.

A defesa de Carla Ariane informou que solicitou acesso integral aos autos da investigação e que só se manifestará publicamente após conhecer todo o teor do processo.

A Polícia Federal encontrou Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente, na casa de sua ex-mulher, Carla Ariane, durante uma operação de busca e apreensão que investiga fraudes e desvios de verbas no MEC.