Policial Recém-Formado Morre com 40 Dias de Corporação na Maior Megaoperação da História do RJ

Tragédia na maior operação policial do RJ: Inspetor Rodrigo Velloso Cabral (34) é morto com tiro na nuca no Complexo do Alemão.

O cenário de guerra se instalou no Rio de Janeiro na manhã de terça-feira, 28 de outubro de 2025, quando a cidade testemunhou o que foi classificado como a maior operação policial de sua história. Deflagrada simultaneamente nos perigosos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, a ação visava desmantelar a poderosa estrutura do Comando Vermelho (CV), que vinha ampliando seu domínio em áreas cruciais para o tráfico de drogas e armas na capital.

A megaoperação mobilizou uma força impressionante de cerca de 2.500 agentes de diversas forças de segurança. O confronto foi intenso, brutal e, infelizmente, resultou em um saldo trágico de 64 mortes em meio aos complexos. No entanto, a dor da perda não atingiu apenas o lado da criminalidade: quatro policiais civis também perderam a vida em combate, reforçando o alto preço pago na guerra contra o crime organizado.

O Inspetor que Mal Tinha Começado

 

Entre os quatro policiais civis vitimados, a história de um deles tocou profundamente a corporação e a opinião pública: o inspetor Rodrigo Velloso Cabral, de apenas 34 anos.

O que torna a perda de Rodrigo ainda mais dolorosa é o fato de que ele havia ingressado na Polícia Civil há apenas 40 dias. Sim, menos de um mês e meio. O jovem inspetor, que havia acabado de realizar o sonho de servir à sociedade e integrar as forças de segurança, foi fatalmente interrompido em sua missão.

Lotado na 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna), Rodrigo foi um dos muitos agentes lançados na linha de frente para enfrentar a facção. Infelizmente, durante o intenso confronto com os criminosos, ele foi atingido por um tiro na nuca. A morte prematura, poucos dias após iniciar a carreira, é um lembrete cruel e pungente da extrema periculosidade da rotina policial no Rio de Janeiro.

 

O Foco Contra o Comando Vermelho

 

A dimensão da operação – que fez história pelo número de agentes mobilizados e pela ousadia de entrar simultaneamente em duas grandes fortalezas do tráfico – demonstra a urgência das autoridades em conter o avanço do Comando Vermelho. O CV vinha expandindo sua influência em áreas estratégicas da cidade, e a ação histórica era uma resposta direta a esse crescimento.

Contudo, a notícia da morte de um policial tão recém-integrado, um jovem que havia acabado de prestar juramento à corporação, ofuscou a grandiosidade da operação com um manto de luto e reflexão.

A tragédia do inspetor Rodrigo Velloso Cabral levanta um debate crucial sobre a preparação, o equipamento e as condições de trabalho desses profissionais. O sonho de Rodrigo de proteger a sociedade foi brutalmente ceifado, deixando para trás uma família, amigos e colegas de farda em choque e profunda tristeza. A história dele se torna, involuntariamente, um símbolo do sacrifício diário e do preço altíssimo que se paga pela segurança pública no Brasil.