Regina Duarte quebra o silêncio e lamenta condenação de Bolsonaro
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Regina Duarte, atriz de 78 anos e ex-secretária de Cultura no governo Bolsonaro (breve mandato em 2020), postou nos seus stories do Instagram um vídeo com o título “Retrospectiva dos crimes de um presidente”.
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O vídeo lista algumas ações do governo Bolsonaro entre 2018 e 2022 que são apresentadas pelos apoiadores como benefícios ou realizações sociais, como a lei de pensão vitalícia para crianças com microcefalia e o reajuste de 33% no piso salarial dos professores em 2022.
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Regina também já se referira à prisão domiciliar de Bolsonaro como “lamentável”, afirmando que qualquer forma de prisão é algo triste, inclusive a do ex-presidente.
Tom e Motivações
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A manifestação foi discreta, ou seja, Regina não fez um posicionamento público oficial, discurso longo nem promoção intensa do vídeo. O conteúdo compartilhado é mais uma republicação/curadoria do que uma produção pessoal.
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Ela parece tentar equilibrar entre reafirmar sua postura política de apoio a Bolsonaro e evitar se expor demais. Regina mesma já declarou que “não quer ser vista como uma voz política constante”, que seu manifesto é ocasional.
Repercussões e Críticas
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Houve críticas de seguidores e comentaristas ao “tom irônico” do vídeo, argumentando que ele minimiza ou relativiza os fundamentos da condenação no STF.
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Por outro lado, apoiadores de Regina viram no gesto uma reafirmação de lealdade, e interpretaram as ações citadas no vídeo como medidas que justificariam uma visão mais benevolente de seu governo.
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Possíveis Impactos
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O vídeo pode reforçar sua imagem como figura pública polarizada politicamente — nem todos esperam de Regina posicionamentos políticos frequentes, mas essa manifestação mostrará que ela mantém convicções firmes.
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Em termos simbólicos, o gesto reacende debates sobre memória política, responsabilidade social de artistas, e sobre como sociedade lida com figuras públicas que assumem visões controversas.
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Pode também gerar reação na mídia, com colunistas questionando sua escolha de “listar realizações” do governo de modo a relativizar acusações, o que pode ser visto como narrativa de revisionismo político por críticos.
