Rogério reaparece transformado, salva o próprio filho e anuncia provas

A volta de quem todos acreditavam estar morto nunca é silenciosa — e em Três Graças, ela chega como um terremoto. Nos próximos capítulos, Rogério decide sair das sombras ao descobrir que Raul corre perigo e que será avô. O reencontro entre pai e filho é devastador, cheio de dor, culpa e verdades enterradas. Mas o que muda tudo é a revelação mais cruel: o atentado contra Rogério não foi acaso. Foi planejado. E os responsáveis têm nome, rosto e poder. Com provas reunidas ao longo de meses, Rogério vira o jogo e deixa claro que não voltou para fugir — voltou para encerrar uma guerra. A partir daqui, Ferette e Arminda não têm mais para onde correr.

Chamado do passado: a ligação que muda tudo

Rogério está em um local discreto, afastado de tudo. O ambiente é simples, quase provisório. O celular vibra em sua mão. Desta vez, não há hesitação. Ele disca um número que conhece de cor.

Do outro lado da linha, Gerluce atende sem surpresa.

— Pode falar… tá tudo tranquilo aqui.

Rogério confirma que continua escondido. Diz que anda inquieto, com a sensação de que algo grande está prestes a acontecer. Ele precisa saber do filho. Precisa entender como Raul está depois de tudo que explodiu dentro da família.

— Me conta do Raul. Ele tá bem?

Gerluce suspira antes de responder. A verdade pesa.

— Ele tá na Chacrinha… tá aqui em casa. Mas não tá bem, Rogério. Nada bem.

Aos poucos, ela conta tudo: o envolvimento de Raul com Joélly, a gravidez inesperada, o escândalo provocado por Arminda, os ataques, o preconceito, a humilhação pública. Rogério escuta em silêncio. Cada detalhe aperta o peito.

Quando Gerluce menciona a gravidez, ele se afasta um passo, como se precisasse de ar.

— Gravidez…?

— A Joélly tá grávida. E o Raul é o pai.

O impacto é imediato. Rogério fecha os olhos, passa a mão no rosto.

— Então… eu vou ser avô.

Gerluce confirma e acrescenta que Raul tenta ser forte, mas está machucado, confuso, carregando o peso de tudo sozinho. O silêncio do outro lado da linha diz tudo.

Rogério respira fundo. Culpa, emoção e urgência se misturam.

— Então não dá mais pra eu ficar escondido. Chegou a hora de eu aparecer pro meu filho.

Gerluce alerta sobre os riscos. Arminda. Ferette. O perigo real.

— Eu sobrevivi por um motivo. E agora eu sei qual é. Proteger o Raul… e essa criança também.

A ligação termina. Rogério guarda o celular e encara o nada por alguns segundos. O retorno que ele vinha adiando vai acontecer. E quando Rogério reaparecer, nada continuará do mesmo jeito.

O retorno silencioso à Chacrinha

Com a ajuda de Gerluce, Rogério entra na comunidade sem chamar atenção. O carro para alguns metros antes. Ele segue a pé. Cada passo pesa. O coração bate acelerado.

Dentro da casa, Gerluce pede silêncio. O clima é de expectativa.

Rogério espera na sala, de pé, inquieto.

Raul surge no corredor distraído… e congela.

— Pai…?

Rogério dá um passo à frente, a voz falha:

— Sou eu, filho.

Raul se aproxima devagar, como se tivesse medo de que aquela imagem desapareça. Num impulso, o abraça com força. Em seguida, se afasta, os olhos marejados, tomado por sentimentos contraditórios.

— Você sumiu! Você sabe o inferno que foi minha vida depois disso?!

Rogério abaixa a cabeça. Não se defende. Respira fundo e começa a contar tudo.

A verdade sobre o atentado

Rogério fala do atentado. Do tiro. Da noite em que estava na casa de Arminda, sem saber que estava sendo atraído para uma emboscada. Conta que quase morreu ali.

Raul escuta em choque absoluto.

— Quem tentou me matar foi o Ferette… e a sua mãe sabia de tudo, Raul.

A revelação cai como um soco.

— Não… isso não é possível. Ela deixou isso acontecer?!

Rogério confirma com o olhar pesado.

— Eu precisei desaparecer pra continuar vivo. Mas nunca parei de investigar. Nunca deixei isso quieto.

Raul anda de um lado para o outro, fora de si.

— Ela mentiu pra mim a vida inteira!

Rogério se acessa, coloca a mão no ombro do filho.

— Eu não voltei pra fugir. Eu voltei pra acabar com isso de vez.

A tensão dá lugar a um alívio contido. Pela primeira vez em muito tempo, Raul sente que não está sozinho.

— Então fica… por favor. Não some de novo.

— Dessa vez, eu fico. E tudo isso vai ter um fim.

O reencontro sela uma aliança. Pai e filho agora estão do mesmo lado. E a guerra contra Arminda e Ferette está prestes a começar.

As provas que ninguém esperava

Logo depois, Rogério está sentado à mesa, olhando fixamente para o celular. O silêncio é pesado. Cláudia entra na sala e percebe na hora que algo mudou.

— Você conseguiu tudo?

Rogério ergue o olhar. Não há mais medo. Há certeza.

— Consegui. Tudo o que eu precisava.

Ele empurra o celular na direção dela. Cláudia entende só de ver o material.

— Então agora não tem mais como eles escaparem…

— Eles tentaram me apagar. Planejaram minha morte. Eu perdi tudo… Agora é a vez deles perderem.

Cláudia pondera:

— Isso não é só vingança. É justiça. E precisa ser do jeito certo.

— Eu sei. Mas eles precisam saber que acabou.

A denúncia é feita em sigilo. A polícia começa a se mover. Ferette e Arminda seguem suas vidas sem imaginar que o cerco já está armado.

A falsa vitória dos vilões

Na mansão, o quarto está mergulhado numa falsa sensação de vitória. Arminda circula vestindo um robe de seda. Ferette ajeita a camisa, satisfeito.

— No fim das contas, deu tudo certo. Aquele homem sumiu de vez.

— Eu disse que não sobraria rastro nenhum.

O trinco da porta gira lentamente.

A porta se abre.

Rogério surge na entrada do quarto.

Vivo. Imponente. Em silêncio.

O choque é brutal.

Arminda empalidece. As pernas quase cedem.

— Até parece assombração. O defunto resolveu aparecer. — Ferette debocha, nervoso.

— Defunto não anda. Não fala. E muito menos volta pra cobrar.

Rogério joga o celular sobre a mesa.

— Vocês reconhecem essa data? Essa hora?

Ferette tenta ironizar.

— Você acha que isso prova alguma coisa?

— Prova você entrando nessa casa na noite em que eu quase morri.

Arminda começa a andar de um lado para o outro, desesperada.

— Isso é armação!

Rogério toca na tela. Um áudio começa a tocar. A voz de Ferette ecoa, clara, dizendo que Rogério “não podia sair vivo daquela noite”. Logo depois, a voz de Arminda concordando.

O silêncio é aterrador.

— Desliga isso! — Arminda grita, histérica.

Ferette perde a linha.

— Você não devia ter sobrevivido!

Antes que qualquer coisa aconteça, a porta é arrombada.

— Polícia! Mãos na cabeça!

Arminda entra em pânico. Ferette tenta reagir, mas é imobilizado. As algemas se fecham com um estalo seco.

— Eu vou me vingar, Rogério! — Ferette berra.

Arminda explode contra ele:

— Você prometeu que ninguém ia descobrir!

Os dois são arrastados para fora, humilhados, derrotados, expostos.

Justiça sem comemoração

O quarto fica em silêncio absoluto. Rogério permanece ali por alguns segundos. Observa o espaço onde quase perdeu a vida.

Não há sorriso.

Não há comemoração.

Apenas justiça.

O homem que quase morreu vê, finalmente, seus algozes caírem em flagrante. A guerra termina ali.

Conclusão

A reaparição de Rogério marca um divisor de águas em Três Graças. Ao salvar o próprio filho e apresentar provas incontestáveis, ele desmonta o império de mentiras de Ferette e Arminda e transforma vítimas em protagonistas da própria justiça. A queda dos vilões começa de forma definitiva, sem espaço para escapatória. E o que fica é a certeza de que, quando a verdade retorna do passado, ninguém consegue fugir do acerto de contas.