Vale Tudo ? Capítulo Inédito

Cena 1 – Cafeteria elegante no Rio de Janeiro

A câmera acompanha Heleninha, que entra nervosa, olhando em volta. Ela segura uma pasta com álbuns antigos. Sentada em uma mesa no canto, Ana Clara sorri ao avistar a tia. As duas se cumprimentam.

Heleninha (sorrindo, mas contida): Que bom que você veio.
Ana Clara: Eu disse que estaria aqui. Precisamos conversar…

As duas pedem café. O clima começa cordial, mas uma tensão paira no ar.

Cena 2 – A revelação inesperada

Heleninha (curiosa): Da última vez, você comentou que era casada, não é? Qual o nome do seu marido… ou esposa?

Ana Clara (com naturalidade): O nome dele é Leonardo.

O sorriso de Heleninha se desfaz imediatamente. Ela engole em seco, encara a mesa e suas mãos começam a tremer.

Ana Clara (preocupada): Aconteceu alguma coisa?
Heleninha (voz embargada): Me desculpa… mas Leonardo era o nome do meu irmão gêmeo. Ele já se foi há muito tempo… e eu nunca superei.

Ana Clara (inclinando-se para frente, em tom suave): Como foi? Alguma doença?

Heleninha (desvia o olhar, firme): Eu não quero falar sobre isso. Ainda me dói demais.

Cena 3 – A aproximação perigosa

Ana Clara coloca a mão sobre a de Heleninha, com um gesto inesperado de carinho.

Ana Clara: Eu sei que a gente se conhece há pouco tempo, mas pode confiar em mim. Sinto que algo muito especial vai acontecer em breve.

Heleninha, emocionada, tenta mudar de assunto. Abre sua pasta e mostra um álbum de fotos antigas.

Heleninha (forçando um sorriso): Bom, eu prometi que ia te mostrar fotos minhas quando tinha a sua idade… trouxe alguns álbuns. Quer ver?
Ana Clara: Claro! E trouxe o que eu te pedi?
Heleninha (rindo nervosa): Isso… eu vou te entregar depois.

Cena 4 – O choque das memórias

Enquanto olham as fotos, Ana Clara aponta para uma imagem.

Ana Clara: Esse é o seu irmão, não é?

Heleninha encara a foto. O rosto de Leonardo aparece dentro de um carro. Subitamente, flashes de memória invadem sua mente: gritos, vidro estilhaçado, o barulho de pneus cantando. Ela leva a mão à cabeça.

Heleninha (assustada, quase em transe): Espera aí… não era eu que estava dirigindo o carro?

A respiração dela fica ofegante. Ana Clara a observa com um leve sorriso, como se já soubesse da resposta.

Cena 5 – A entrada triunfal de Odete

De repente, a porta da cafeteria se abre. Odete surge, impecável, acompanhada de dois seguranças. Ela observa de longe, os olhos faiscando de fúria e desconfiança. Caminha até a mesa, apoiando as mãos sobre o encosto da cadeira de Heleninha.

Odete (gelada): Mas que surpresa… vejo que vocês duas já se encontraram.

Heleninha fica paralisada. Ana Clara encara Odete, mantendo o sorriso, como quem esconde um trunfo. O clima é de puro suspense.